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insubmisso-sempre



Terça-feira, 01.10.13

O POVO DEU MAIS FORÇA A QUEM LHE DÁ VOZ

As eleições autárquicas tiveram, como nunca, um significado nacional extremamente forte, ainda que Cavaco não o queira reconhecer e Passos Coelho não queira daí retirar consequências.

- A direita - PSD e CDS - tiveram uma enorme derrota, ainda que Portas repita o contrário para se convencer. Sozinhos ou acompanhados, aqueles partidos desceram de forma muito relevante e isso nem sequer é disfarçado pelas 5 câmaras que o CDS ganhou ao PSD. Só quer dizer que Portas continua a passar por entre alguns pingos da chuva que molha a direita, mas isso não significa que não acabe ensopado;

- O PS bem pode falar em vitória e, se apenas se contabilizar o número de câmaras ganhas, fala verdade. Mas por mais que o diga não consegue disfarçar o que os números revelam: menos 273.638 votos e uma descida de 37,67% para 36,25%. Isto em legislativas não lhe daria para muito e é o castigo pelo protagonismo na assinatura do pacto com a troika e pelas políticas de direita que desenvolveu enquanto governo, não tendo o povo a memória curta. Portanto, para haver mais rigor, talvez convenha afirmar que o PS ficou à frente porque perdeu menos que o PSD.

- Quanto aos independentes, bom, são-no se tivermos em conta a posição oficial dos partidos, mas deixarão de o ser se tivermos em consideraçao máquinas eleitorais, estruturas municipais e interesses que se movem por detrás deles. Rui Moreira? Que independência de Rui Rio? E do CDS e dos empresários do Porto? Matosinhos, Portalegre... Já em relação a Cidadãos, somos todos e cada um com um número de identificação que consta do respetivo cartão.

- À esquerda do PS confirmou-se que os portugueses sabem distinguir as consequência das causas. Causas temos todos, consequentes é que já nem todos conseguem ser. O PCP, principal força da CDU, é reconhecidamente uma força consequente, com gente que luta e dá tudo de si pelo povo, pelo futuro, contra as troikas de lá e de cá, por um Portugal governado por políticas de esquerda e que defendam a soberania nacional. Com o PCP, Verdes, ID e gente sem partido a CDU torna-se maior e confirmou uma notável dimensão nestas eleições.

Há muito a fazer sim, mas estamos a fazer bem e vamos no caminho certo. Ou seja, não basta que nos afirmemos quando há eleições, é preciso que nos afirmemos sempre, em todos os momentos, sem nunca desistir, sem nunca deixar de dar a cara, assumindo sempre as posições corretas mesmo quando, conjunturalmente, nos deixam em minoria, sem ceder ao facilitismo, esconder a natureza ou fingir que somos outros.

Évora, Beja, Monforte, Alcácer, Grândola, Loures... são ganhos muito importantes, mas também o número de vereadores, de membros em assembleias municipais, de membros em assembleias de freguesias, a recuperação de vereadores como em Tomar ou Faro onde, muitas vezes, serão determinantes nas votações, ou o aumento de 2 para 15 % em Rio Maior, ou de 235% em Viseu e em tantos sítios pequeninos onde foram mais os que acreditaram em nós.

Somos hoje mais fortes porque o povo quis dar mais força a quem lhe dá voz, como dizia um cartaz de um candidato nosso a estas eleições. Vamos continuar!

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por insubmisso-sempre às 15:21



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