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insubmisso-sempre


Terça-feira, 04.03.14

SOLIDARIEDADE COM A VENEZUELA; REPÚDIO FACE À AGRESSÃO YANKEE!

A Venezuela é tema sempre presente nos noticiários das nossas queridas televisões. Acontece que as reportagens que aí surgem, "made in USA" são apenas o que interessa que sejam para pacóvio ver. O problema é quando o alegado pacóvio já viu isto em 2002 e agora percebe exatamente do que se trata. Afinal, quem cria estas mensagens que se repetem incessantemente nas televisões são os mesmos que passaram as convicentes notícias das armas de destruição maciça no Iraque e, à custa dessa aldrabice, destruíram o país.

Há dias, um canal de televisão esforçava-se, no aeroporto do Funchal, para que alguns portugueses residentes na Venezuela e que chegavam de férias à sua terra natal, declarassem o medo frente às câmaras e dissessem não querer voltar para o país que os acolheu. Não conseguiram e, pelo contrário, os nossos emigrantes foram dizendo que nem lhes passava pela cabeça não regressar e quando um afirmou que o que se vê aqui não é exatamente o que se passa lá, logo se acabou ali a sua conversa.

Estamos perante a repetição de tentativa de golpe de Estado planeada entre a direita mais reaccionária, os grupos fascistas e a representação diplomática dos EUA e de alguns dos seus aliados, afinal, os mesmos que odeiam outros governos sulamericanos, mas, ali, têm o incentivo petrolífero. Por isso, os fortes financiamentos norte americanos para desestabilizar a Venezuela são tidos, para os EUA, como um investimento.

Desestabilização e assassinatos indiscriminados são perpetrados por grupos para-militares e terroristas diversos que apostam na destruição e semeiam o medo. Acusa-se a polícia por tentar impedir que isso aconteça. Mas é natural que o faça, não? Olha o que aconteceu junto ao Parlamento, em Lisboa, quando a polícia carregou sobre manifestantes, aí sim, de forma indiscriminada. Mas será que, agora, se acha que democrático é incendiar, agredir e destruir? Não me parece, parecendo-me legítimo, isso sim, e em nome da democracia e do bem estar dos cidadãos, que seja posto travão ao banditismo que Caprilles e outros fascistas estão a levar para as ruas. Imagine-se se essa gentalha chega ao poder...

Mas os americanos e os seus amigos não querem saber de nada disso e estão-se a borrifar nas pessoas, desde que os seus interesses bélicos e económicos fiquem a ganhar. Provocaram o caos no Iraque, no Afeganistão, no Egito, na Síria, na Líbia, na Tunísia, mas eles querem lá saber disso. Estão servidos, que se lixem as vítimas do seu terrorismode.

Na Venezuela realizaram-se 19 atos eleitorais nos últimos 15 anos e foi dessa forma que os venezuelanos reafirmaram o rumo progressista da sua Revolução Bolivariana. Em quantos países ditos democráticos isso aconteceu e em quantos deles a democracia foi respeitada, como na Venezuela, nomeadamente em períodos eleitorais?

O povo venezuelano merece toda a nossa solidariedade, face a mais esta violenta agressão fascista de que está a ser vítima. Agressão física, é verdade, mas também económica e social. É uma vergonha, cada vez maior, esta hipocrisia mundial, onde quem mata e manda matar se arma depois em virgem ofendida.

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por insubmisso-sempre às 23:39

Terça-feira, 04.03.14

ELEIÇÕES À PORTA, MANIPULAÇÃO À VISTA!

As televisões não enganam: as eleições estão à porta e mesmo sendo europeias, os do costume não querem ver os seus lugares postos em causa. Se repararmos, desde que se anunciaram todos os candidatos nacionais que nas televisões apenas surgem PS e PSD, PSD e PS... e CDS atrelado ao governo. Outros candidatos desapareceram e as iniciativas de outros partidos são invenção dos próprios. O Encontro Nacional do PCP foi praticamente ignorado, mas o conselho nacional do PSD, por exemplo, mereceu honras de direto até em relação à entrada e saída dos conselheiros. João Ferreira, o candidato da CDU, por exemplo, parece não existir, porque o temos é Rangel e Assis, Coelho e Seguro, Portas e Melo, Relvas e Coelho (Jorge, neste caso) e as coisas ficam por ali.

Ouvimos depois as pessoas queixarem-se de que são sempre os mesmos, que são os trafulhas e ladrões que não param na corrida ao tacho e estão sempre na mó de cima, passando à margem da crise, ou melhor, ganhando com a crise que se abate sobre os outros... E isto é verdade, se apenas ouvirmos as televisões nos intervalos entre os acontecimentos na Ucrânia e na Venezuela, versão montada pelos yankees.

Este apagamento de quem não está no chamado arco do poder - uma verdadeira "cantera" de medíocres e oportunistas - percebe-se: o poder não quer ser posto em causa. E assim se aguenta entre desencantos e desânimos de quem já não os atura e com o apoio daqueles que ainda se iludem com vendedores de banha da cobra.

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por insubmisso-sempre às 22:56

Domingo, 09.02.14

PRAXADOS!

 

O ministro da Educação não quer outra coisa que não seja reunir vezes sem conta para falar… da praxe. Mais difícil é sentá-lo para falar dos problemas das escolas, das dificuldades cada vez maiores dos professores na profissão ou dos efeitos nefastos dos sucessivos cortes orçamentais, tanto na Educação como na Ciência.

Os problemas agravam-se e multiplicam-se, mas Nuno Crato não responde às reuniões que lhe são pedidas para negociar soluções e refugia-se em evasivas, dando-lhe enorme jeito ter-se instalado, na sociedade, este debate sobre a praxe académica.

Desde a tremenda derrota sofrida em dezembro com a suspensão da PACC, coincidente com o grande “Não!” dos professores a essa injusta e humilhante prova, que o ministro apenas aparece para falar de assuntos que reúnam algum consenso social ou, então, integrando o séquito de Passos Coelho.

Percebe-se este processo de reciclagem política, mas é absolutamente inaceitável que, praxes à parte, o ministro da Educação e Ciência não esteja a cumprir a sua obrigação que é a de garantir o bom governo dos setores que dirige. É caso para afirmar que, com este ministro, a Educação está praxada... e mal paga!

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por insubmisso-sempre às 22:59

Sábado, 25.01.14

Pt q Pr a Px

São, na verdade, abjetas muitas das formas como se concretizam as praxes. Para chegar ao topo de hierarquia basta berrar que nem um parvo e beber que nem esponja. E depois é aquela figurinha estúpida de quem vai ao lado da manada com ar superior, faltando, no entanto, saber o principal: superior a quê?

Tem razão Pacheco Pereira sobre a abjeção:

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/a-abjeccao-1621031

E tínhamos também nós razão, pessoal da UEC, quando nos finais dos anos 70 decidimos dar uns encostos nos jotas da direita (s, com e sem d) que forçaram a reposição da praxe. Perdemos, claro, porque o peso do negócio foi mais forte. O comércio, a restauração, as cervejeiras e os partidos do agora chamado arco do poder nunca se deixariam derrotar perante tão  tão apetecível coisa. Uma vez mais, o dinheiro e a estupidez sairam a ganhar.

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por insubmisso-sempre às 16:18

Sábado, 25.01.14

DIE GEWINNE VON FRAU MERKEL

Os alemães viram a economia crescer. Os alemães não tiveram cortes nos salários nem enormes aumentos da carga fiscal. Os alemães têm uma taxa de desemprego reduzida. Os alemães vão baixar em 4 anos a idade da reforma... Os alemães descobriram que a guerra na Europa poderia ser feita de forma diferente: sem despesa com a tropa, mas com receitas extraordinárias provenientes dos mesmos roubos. É com a fome das nossas crianças, o desemprego dos nossos trabalhadores e o que roubam aos nossos reformados que os alemães de Frau Merkel continuam a encher o pote. E nós deixamos?

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por insubmisso-sempre às 00:28

Sábado, 25.01.14

À CUSTA DE QUANTOS DÉFICES?

O défice português ficou abaixo do previsto, isso é certo. Falta agora saber:

- Quantos despedimentos foram necessários para isso?

- Quantas famílias, por conta da redução do défice, entraram em insolvência?

- Quantos milhares de crianças a chegarem com fome às escolas foram necessárias?

- Quantos milhões de euros foram roubados nos salários de quem trabalha?

- Quantos reformados deixaram de comprar medicamentos?

- Quantas pequenas e médias empresas faliram?

Pois, assim até será possível chegar ao défice zero, desde que deixem Coelho, Portas e demais tropa fandanga destruir o futuro do país. Um país fantasma que ofereceu toda a sua riqueza aos agiotas internacionais.

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por insubmisso-sempre às 00:19

Domingo, 05.01.14

A BAIXA VISÃO DE CAVACO

O Presidente da República tem, por vezes, vertido lágrimas de crocodilo a propósito dos sacrifícios impostos sempre aos mesmos pelas atuais políticas do governo, mas quando se trata de lhes dar aval, ele aí está na primeira linha. A declaração que fez no dia de ano novo foi, mais uma vez, algo que seria mais próprio de um chefe de governo que de um Presidente da República, o que parece confirmar que Cavaco Silva é, verdadeiramente, o chefe do atual governo.

Preocupante no discurso foi que o PR tenha afirmado que, apesar de tudo, as liberdades ainda se mantinham e as pessoas podiam continuar a exercer os seus direitos democráticos. Foi mais ou menos assim. Que quereria Cavaco dizer com tais palavras? Será que os portugueses deverão dar-se por muito satisfeitos por poderem exercer os direitos que a Democracia garante e a Constituição consagra? Era o que mais faltava, que afirmando-se o Estado Português como de Direito Democrático, os portugueses tivessem de agradecer por poderem exercer a democracia.

Os portugueses deverão é contestar cada vez mais por não viverem uma democracia plena e reclamá-la. Isto porque não é democrático um Estado:

- deixar que milhares de crianças passem fome;

- obrigar ageração mais jovem e qualificada a emigrar;

- atirar 1/5 da população ativa para o desemprego;

- negar medicamentos e tratamentos a doentes oncológicos e outros;

- roubar permanentemente os aposentados e reformados;

- atacar os serviços públicos como ataca, pretendendo desmantelá-los;

- deixar morrer idosos por já não terem dinheiro para os medicamentos!

Era isso e mais algumas coisas que Cavaco deveria ver e exigir do governo outras políticas. Mas Cavaco parece andar de vistas curtas... ou não.

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por insubmisso-sempre às 01:50

Domingo, 05.01.14

A CONSTITUIÇÃO NÃO É UM PROBLEMA, CARO MELO. PROBLEMA É O "SEU" GOVERNO!

O deputado europeu Nuno Melo, do CDS, afirmou que a Constituição era uma problema para Portugal. É vergonhoso que deputados - que deveriam ser garantes da democracia e da própria Constituição - façam afirmações desse tipo. A Constituição da República Portuguesa nunca será um problema para o país, pois ela é o garante da própria democracia. Problema é o governo que a viola e que impõe políticas e meddias que são assassinas da dignidade de um povo, que é o nosso. Que quereria Nuno Melo? que o governo pudesse fazer tudo o que quer, incluindo espezinhar o povo? Já espezinha, só que não consegue, porque não pode, pisar até matar como, provavelmente, desejaria. Não há-de consegui-lo.

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por insubmisso-sempre às 01:37

Quarta-feira, 01.01.14

PORCA MISÉRIA!

Quando alguém com responsabilidades no poder afirma que é preciso fechar os olhos ao trabalho infantil, pois ele é fundamental para a sustentabilidade e competitividade das empresas, batemos no fundo. A Europa rasteja perante os grandes interesses dos senhores do dinheiro. Para estes, a asiatização da Europa é fundamental para ganharem ainda mais dinheiro. Deixar adoecer e morrer os velhos, matar à fome os que deveriam ser a força do trabalho e explorar o trabalho de crianças que deveriam estar na escola, estudar e ser crianças são trocos para essa miserável gente que é dona do dinheiro, se quer apropriar das pessoas e anseia governar o mundo. E ainda queriam convencer-nos que a luta de classes tinha acabado... Ela está viva como nunca e a guerra prestes a estalar.

Miseravelmente, esta Europa está a deixar-se humilhar e não devia, mas quer. Quando a exploração chega ao ponto a que chega, com a utilização desavergonhada das crianças, já não é apenas alguma coisa que está mal, mas tudo! Tudo está mal.

Por cá, os que procuram vergar o nosso povo e pôr Portugal a rastejar - aqueles para quem os instrumentos legais não têm margens, ainda que sejam as constitucionais - também têm nomes: Cavaco Silva, Passos Coelho, Paulo Portas, PSD, CDS e muitos outros que se excaixam na escala hierárquica do poder e impõem, no terreno, todas as malfeitorias. Porca miséria!

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por insubmisso-sempre às 23:39

Terça-feira, 24.12.13

NÓS E OS OUTROS...

Nos dias em que temos um pouco mais de tempo para olhar as notícias, damos connosco a pensar que este país vive a esquizofrenia do "olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço". Dois exemplos simples que ilustram bem o que disse:

- RÚSSIA

Imaginei o que aconteceria no nosso país se quatro moçoilas, de um grupo chamado VAGINAS TUMULTUOSAS subisse ao altar principal da Sé Patriacal de Lisboa e, em protesto contra a política antidemocrática e inconstitucional desenvolvida pelo governo de Passos, entoasse cânticos considerados profanos e/ou antissociais. Não é que Passos não mereça todos os protestos, tal como Putin e outros que governam contra os direitos dos trabalhadores que deveriam respeitar. Mas, nesse caso, que imagem passaria na nossa comunicação social e que solidariedade seria prestada pela direita portuguesa a tais vaginas?

- UCRÂNIA

O protesto nas ruas corresponde ao confronto entre duas direitas, a que se se aconchega no regaço russo e a que prefere o abraço do Urso Europeu (UE). Se, entre uma e outra, é caso para dizer que venha o diabo e escolha, o certo é que, nas televisões, as imagens que passam destacam o facto de se terem juntado, de uma só vez, 100.000 pessoas na rua e, em outros dias, qualquer coisa como 15.000 / 20.000. A mensagem que deixam é que estes protesto, por si só, quase deveriam levar o governo a demitir-se, tal a dimensão dos protesto. E o mesmo com o Brasil: a pretexto da contestação a que o governo foi sujeito, com mais de meio milhão nas ruas, ficava implícito que só a demissão de Dilma poderia resolver o problema.

- PORTUGAL

Lembramo-nos, então, das manifestações de 100.000, em Portugal, e só de professores; ou das que reuniram 300.000 ou mesmo meio milhão - neste país com 10 milhões e não 200 milhões, como o irmão Brasil - e não nos recordamos de, na comunicação social e, em especial, da boca da esmagadora maioria dos comentadores, ter saído a ideia de que o governo PSD/CDS deveria pôr-se a milhas.

Ou seja, ainda que passemos muito tempo sem ouvir as notícias com que a maioria do povo é massacrado, basta fazê-lo uma vez por outra para termos a certeza de que o capital não dorme e, por essa razão, no que respeita a manipulação social, neste país à beira mar plantado "tudo como dantes, quartel general em Abrantes"!

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por insubmisso-sempre às 17:23


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